terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

FELIZ ANIVERSÁRIO HELENA


Amiga Helena parabéns pelo niver hoje, muitas
alegrias, que continues a amiga de sempre.
Qualquer dia nos encontramos para uma mate.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Jaime Caetano Braun



Biografia
(Timbaúva, 30 de janeiro de 1924 — Porto Alegre, 8 de julho de 1999) foi um renomado payador e poeta do Rio Grande do Sul, prestigiado também na Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia.
Era conhecido como El Payador e por vezes utilizou os pseudônimos de Piraju, Martín Fierro, Chimango e Andarengo.
Jayme formou-se em jornalismo em 1954 e, na década de 70, trabalhou como radialista na Rádio Guaíba, onde apresentava "Brasil Grande do Sul", programa especial que ia ao ar aos sábados pela manhã. Ele também foi funcionário público estadual. Trabalhou no Instituto de Pensões e Aposentadorias dos Servidores do Estado (Ipase) e dirigiu a Biblioteca Pública de 1959 a 1963. Aposentou-se em 1969.
Dotado de um talento extraordinário, escreveu livros como "Galpão de Estância" (1954), "De fogão em fogão" (1958), "Potreiro de Guaxos" (1965) e "Pendão Farrapo" (1978), alusivo à Revolução Farroupilha, além de outros e também gravou LP’S e CD’S. Foi parceiro de vários músicos regionalistas e padrinho de outros tantos que lançou na carreira artística.
Ele foi alambrador, tropeiro e curandeiro. Um artista missioneiro que fez da sua região o seu mundo e da sua aldeia uma Pátria.

Neste ano de 2012, o artista é homenageado pela Estância da Poesia Crioula com o "1º Concurso de Poesia Gauchesca Jayme Caetano Braun", que está com inscrições abertas até 15 de fevereiro. Participe...

A seguir, nacos de seu talento...

Hora da Sesta


O sol parece uma brasa

na cinza do firmamento.

Sobre o campo sonolento

ninguém está de vigília,

na lagoa - uma novilha,

bebe - de ventas franzidas

e duas graças perdidas

sentam na grama tordilha.


No galpão - tudo é silêncio,

e a cachorrada cochila

e a peonada se perfila,

estirada nos arreios,

só se escutam os floreios

da mamangava lubana

fazendo zoada, importuna,

nos buracos dos esteios.


Rompe o silêncio da seta

na guajuvira da frente

o tá-tá-tá impertinente

do bico dum pica-pau.


No galpão - um índio mau

quase enleia na açoiteira

a naniquinha poedeira

que vem botar no jirau.


Mas a soneira é mais forte

do que os gritos da galinha

e até as chinas da cozinha

cochicham meio em segredo,

Não há rumor no arvoredo,

nos bretes e nas mangueiras,

dormem as velhas figueiras

só quem não dorme é o piazedo.

É hora de caçar lagartos

e peleguear camoatim,

hora das artes sim fim

que o grande faz que ignora

e quanto guri de fora

criado no desamor,

numa infância de rigor

só foi guri nessa hora.


Hora de sesta - Saudades,

de juventude e de infância,

Hoje - ao te ver à distância,

quando a vida já raleia,

qual um sol bruxoleia

num canhadão se perdendo,

hoje - afinal - eu compreendo

por que guri não sesteia!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

APPARÍCIO SILVA RILLO



Biografia
(Porto Alegre, 8 de agosto de 1931 - São Borja, 23 de junho de 1995) foi um poeta, folclorista e escritor brasileiro.
Apesar de nascido em Porto Alegre, fixou residência em São Borja.
O merecimento literário de Silva Rillo valeu-lhe uma cadeira na Academia Rio-Grandense de Letras, em 1981, além de um sem-número de títulos, láureas e prêmios - dentre os quais se ressalta o Prêmio Ilha de Laytano, em 1980, conferido, segundo seu regulamento, à maís importante obra sobre assuntos do Rio Grande do Sul lançada no biênio - no caso a Já se vieram! - tradição, folclore e a atualidade da cancha-reta no RGS. editada pelo Instituto de Tradições e Folclore do Estado do Rio Grande do Sul. Dois anos antes havia sido agraciado com o Prêmio Nacional de Crônicas em 1978.
A contar de 1962 - ano em que fundou, com amigos, o até hoje atuante grupo de arte Os Angüeras, de São Borja-, Silva Rillo veio se destacando como um dos mais importantes compositores-letristas do meio musical gaúcho. Autor, hoje, de cerca de cinqüenta composições em disco, com parceiros musicistas da relevância de um José Bicca, Luiz Carlos Borges, Marinho Barbará, Pedro Ortaça, Cenair Maicá, Noel Guarany e outros deste naipe, é um dos maiores vencedores de festivais de música nativista no Río Grande do Sul.
Com os Angüeras, de 1971 a 1975, recebeu expressivas colocações na Califórnia da Canção Gaúcha, em Uruguaiana. Foi o grande vencedor deste evento em 1975, com Roda-canto, musicada por Marinho Barbará, havendo a dupla, na oportunidade, recebido nada menos que cinco premiações pela mesma composição. Ainda com Barbará, foi o vencedor da Linha Campeira em 1976 e 1977, e da Linha de Manifestação Rio-grandense em 1978, na mesma Califórnia da Canção.. Venceu, com Luiz Carlos Borges como parceiro, a I Ronda da Canção, em Alegrete, em 1980; a III Vindima da Canção, em Flores da Cunha, em 1982 e, mais recentemente, a V Vigília do Canto Gaúcho, 1986, em Cachoeira do Sul. Neste festival, foi igualmente o terceiro colocado, com Ribamar Machado, com composição que levou o título de a mais popular. É autor, com música de José Bicca, dos hinos oficiais dos municípios de Sã Borja e Cerro Largo, e, com Luiz Carlos Borges - seu parceiro de várias vitórias -, da composição vencedora de Uma canção para Santa Rosa, na cidade do mesmo nome. No gênero popular tem parcerias com o grande compositor Túlio Piva e, com músicas suas e de outros parceiros, venceu por várias vezes o Festival de Músicas para o Carnaval, que São Borja realiza anualmente desde 1969.
Como jurado de festivais, Silva Rillo atuou por três vezes na Califórnia da Canção, em Uruguaiana; por duas vezes no Musicanto, de Santa Rosa e na Coxilha Nativista, de Cruz Alta e, por uma vez, na Tertúlia Nativista, de Santa Maria, e na Vígllia da Canção, em Cachoeira do Sul. Além destes, integrou a Comissão Julgadora de vários outros festivais, em Santo Ângelo, Porto Ajegre (Festival do Tchê!), Caíbaté, Tucunduva, Itaqui, São Luiz Gonzaga e em São Borja, sua terra adotiva.
Além disso, publicou artigos e ensaios na imprensa, livros de contos e de poesia e peças de teatro. Autor de Literatura de Latrina, sobre frases escritas nos sanitários das cidades gaúchas,Já se vieram 1978 entre outras obras como novelas, romances e poesias e a série de causos Rapa de Tacho.

Neste ano de 2012, o artista é homenageado pela Estância da Poesia Crioula com o "1º Concurso de Causos Gauchescos Apparicio Silva Rillo", que está com inscrições abertas até 15 de fevereiro. Participe...